Viva Legião Urbana
Todos unidos para homenagear uma das melhores bandas do rock nacional!!
sábado, 19 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Curiosidades do Blog!!
1- Renato Russo, eterno vocalista da banda Legião Urbana, certa vez colocou uma bola de sorvete de morango no nariz, para brincar que era um palhaço, e foi atacado por um labrador.
2-Renato Russo escreveu a música Índios após ter cortado os pulsos numa tentativa de suicídio (por isso "...eu quis o perigo e até sangrei sozinho...".
3-Renato Russo queria que a musica "giz" fosse gravada por Chitãozinho e Chororó.
4-O corpo de Renato foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.
5- a Legião Urbana durou 14 anos seu fim ocorreu após a morte de seu lider e vocalista Renato Russo
6-Em 2001, foi publicado o livro Sempre Há uma Luz, pela editora DPL, psicografado por Sérgio Luís, o qual consiste em um suposto relato de Renato Russo sobre sua "passagem para o plano espiritual".
7-Quando alguém perguntava a Renato que música ele gostava mais, ele sempre respondia: Giz. Segundo ele, a música era perfeita, porque não lhe faltava nada.
8-Renato possuía
três pinos de platina na bacia devido a uma doença óssea que ele enfrentou na adolescência.
9-Até os seis anos de idade Renato viveu no Rio de Janeiro junto com sua família. Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Nessa época teria escrito uma bela redação chamada "Casa velha, em ruínas…", que inclusive está disponível na íntegra. Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco em Nova Iorque, mais especificamente para Forest Hills, no distrito do Queens. Foi quando Renato foi introduzido a língua e a cultura norte-americanas. Em 1969 a família volta para o Brasil, indo Renato morar na casa de seu tio Sávio na Ilha do Governador, Rio de Janeiro
10- Renato Russo sempre usou a Legião Urbana no feminino,por o certo é A Legião Urbana e não O Legião Urbana
10 curiosidades sobre a Legião Urbana:
1 – A banda foi formada em agosto de 1982, após a dissolução do Aborto Elétrico, grupo punk, e parte desse grupo formou o Capital Inicial, influenciando também a Legião Urbana.
2 – Renato Manfredini Júnior inspirou-se nos filósofos Jean-Jacques Rousseau e Bertrand Russel, e também no cineasta Ken Russel para escolher seu nome artístico: Renato Russo.
3 – Aos 15 anos, Renato sofreu de uma doença rara chamada Epifiólise, que tira os movimentos das pernas. A doença durou dois anos e neste período Renato estudou e leu muito. Em 1977, Renato passou direto no vestibular para jornalismo.
4 – Depois de um show muito conturbado onde houve pancadaria e muitos feridos, Renato prometeu nunca mais fazer um show em Brasília, e foi o que aconteceu. Alguns fãs colocaram frases nos muros da cidade “Legião, não volte mais!” e não voltou mesmo.
5 – Em quase todas as capas de álbum da banda aparece a frase “Urbana Legio omnia vincit” (Legião Urbana a tudo vence, em latim), uma adaptação feita por Russo do mote “Romana legio omnia vincit” (Legião romana a tudo vence).
6 – Em 1990, durante show no Pacaembu em São Paulo, Renato ironizou a banda “Inimigos do Rei” que havia comentado em uma entrevista que a música deles (Uma Barata Chamada Kafka) era tão importante quanto “Pais e Filhos”, e Renato Russo disse no show: “Essa música é dedicada a todas as pessoas que acham que barata é mais importante que a pessoa que a gente ama”.
7 – Eduardo e Mônica eram amigos de Renato na época que ele fez a música, claramente baseada no romance desse casal. “E a nossa amizade dá saudade no verão…”
8 – Paralelamente à sua carreira com o Legião, Renato Russo gravou três discos solo: The Stonewall Celebration Concert (1993), Equilíbrio Distante (1995) e O Último Solo (1997).
9 – Antes de se dedicar à música, Renato Russo era professor de inglês e estudante de jornalismo, como já comentado. Ele chegou a trabalhar como repórter no programa de rádio Jornal da Feira, do ministério da Agricultura.
10 – Amigos de Renato disseram que ele tentou cometer suicídio três vezes (1984, 1989 e 1992). Ele morreu em 1996 e pediu para ser cremado. A causa da morte foram complicações pulmonares e renais decorrentes da AIDS.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Cenário político de Brasília foi fundamental na formação de Renato Russo. Renato Manfredini cresceu em uma época marcada por agitações sociais
“Nós queremos ação! Acabar com o tédio de Brasília, essa jovem cidade morta! Agitar é a palavra do dia, da hora, do mês!” A capital tinha acabado de completar 20 anos e Renato Manfredini Júnior, tão jovem quanto a cidade, já deixava claro o seu objetivo: injetar energia e poesia nas asas e eixos da capital. Da prancheta ao concreto, porém, é imensa a distância. E, da mesma forma que o projeto de Lucio Costa, abreviado e distorcido pela ditadura militar, jamais foi compreendido e realizado na sua plenitude, o desejo de Renato também nunca foi inteiramente saciado. Em diversos momentos da nossa história, o tédio e o conformismo venceram a arte: descompasso, desperdício.
O cenário político e social brasileiro foi fundamental para a formação de Renato Russo. Ele cresceu na Brasília dos anos 1970, já controlada pelos militares e mergulhada no que o jornalista Zuenir Ventura chamou à época de “vazio cultural”; uma cidade que absorvia de forma direta e acachapante essa atmosfera de frustração, desencanto e silêncio reinantes no Brasil. Mesmo fortemente influenciado por referências externas (e não apenas da música), Renato jamais deixou de enxergar o seu país — e esse foi o primeiro dos motivos que o levaram ao sucesso. Basta ouvir os primeiros versos deQue país é este e Metrópole para perceber que as letras continuam atuais, batendo fundo nos que ainda se indignam com a quantidade de chances desperdiçadas pelos dirigentes da nação.
Fonte:
O cenário político e social brasileiro foi fundamental para a formação de Renato Russo. Ele cresceu na Brasília dos anos 1970, já controlada pelos militares e mergulhada no que o jornalista Zuenir Ventura chamou à época de “vazio cultural”; uma cidade que absorvia de forma direta e acachapante essa atmosfera de frustração, desencanto e silêncio reinantes no Brasil. Mesmo fortemente influenciado por referências externas (e não apenas da música), Renato jamais deixou de enxergar o seu país — e esse foi o primeiro dos motivos que o levaram ao sucesso. Basta ouvir os primeiros versos deQue país é este e Metrópole para perceber que as letras continuam atuais, batendo fundo nos que ainda se indignam com a quantidade de chances desperdiçadas pelos dirigentes da nação.
Fonte:
| Correio Braziliense |
Os anos 1980 fizeram Brasília ser conhecida como a capital do rock. Esse período ficou marcado n

Ao deixar a adolescência, Brasília começava a procurar seu lugar no mundo. Livre dos percalços e da insegurança que acometem os mais jovens, a nova adulta, com seus vinte e poucos anos, queria mostrar do que era capaz. A cena cultural construída nas primeiras duas décadas de vida, fruto dos ideais revolucionários difundidos na Universidade de Brasília (UnB) e da miscigenação que brotava das embaixadas e dos milhares de migrantes que se instalaram por aqui, entrava em ebulição.
Iniciava-se a década de 1980 e a mente da geração Coca-Cola começava a fervilhar. É neste ambiente, propício a experimentações, repleto de espaços amplos e céu aberto, que a juventude brasiliense inaugura uma revolução sonora entre monumentos e pilotis. Munidos de um enorme senso de coletividade e assombrados com a convulsão musical que toma o mundo, garotos e garotas descem de seus blocos e decidem, eles mesmos, fazer música com as armas que têm.
A cidade que revelou Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, gerou também Escola de Escândalo, Marciano Sodomita, Pôr-do-Sol, Banda 69, Elite Sofisticada, Detrito Federal e outras centenas de bandas. “Na metade da década, no auge, deve ter chegado a umas 300”, calcula o pesquisador e jornalista Olímpio Cruz Neto. Brasília não se tornou a capital do rock por ter exportado meia dúzia de grupos para o país, e sim por ter oferecido terreno para que o gênero de múltiplos rostos conseguisse tomar forma. “Os punks foram os que chegaram às grandes gravadoras. Mas a cidade tinha muito mais na época”, observa Militão Ricardo, da Banda 69.
Entre militares, políticos, professores e funcionários públicos, uma nova classe se insurgia — a dos artistas. Nas boates, bares e porões, no Plano Piloto e nas cidades do DF, ecoava o som cru e amador dos aspirantes a músicos. As árvores, os pontos de ônibus e murais de escola eram alvo certo dos cartazes que anunciavam os pequenos concertos, que ocorriam onde quer que houvesse uma tomada. Roqueiros e fãs eram quase sempre as mesmas pessoas. “O trabalho autoral dava público”, recorda o guitarrista Fernando Jatobá, da Capacetes do Céu. “E o público cresceu com as bandas”.

“Se não fosse Brasília, nada disso teria acontecido”, defende Philippe Seabra, vocalista da Plebe. “A gente não tinha nada a perder. Entramos com tudo e mudamos a cara da música popular brasileira”. De acordo com ele, a contribuição das bandas da cidade para a cena roqueira nacional passa pela lucidez, o senso crítico e o embasamento estético. “Foi uma coisa extremamente espontânea, sem fórmulas. Aquilo que aconteceu não vai acontecer de novo”, acredita.

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